Ariquemes recebe nesta semana a “Oficina Estadual de Qualificação de Atenção e Ampliação do Acesso à Pessoa em Situação de Violência Sexual”, uma iniciativa promovida pelo Conselho Estadual de Saúde de Rondônia (CES/RO), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau).
O encontro tem como objetivo fortalecer e qualificar o atendimento prestado por equipes multiprofissionais de saúde e por toda a Rede de Enfrentamento à Violência no Vale do Jamari.
A oficina integra um ciclo regionalizado e, segundo Patrícia Queiroz — enfermeira e responsável técnica da Saúde da Mulher na Sesau — esta é a oitava edição realizada no Estado. O foco principal é a validação do Fluxo de Atendimento à Pessoa em Situação de Violência, garantindo que as diretrizes do controle social sejam aplicadas de forma efetiva nos serviços públicos.
Capacitação completa e abordagem intersetorial
De acordo com Patrícia Queiroz, o evento reúne profissionais de diversas áreas justamente por se tratar de uma temática que envolve múltiplos setores da sociedade.
“Estamos convidando todos os profissionais da rede de enfrentamento à violência contra a mulher do Vale do Jamari para alinhar como deve funcionar o fluxo de atendimento e como organizar os serviços. Discutimos portarias do Ministério da Saúde, legislação, insumos, equipamentos, além da construção e pactuação dos fluxos locais. Também orientamos sobre como acessar os recursos financeiros destinados pelo Ministério da Saúde para essa área”, explicou.
O público-alvo vai além da saúde, incluindo representantes da segurança pública, judiciário, educação, coletivos comunitários, cultura, esporte e lazer, reforçando a natureza intersetorial do enfrentamento à violência.
A ação é financiada pelo Conselho Estadual de Saúde, por meio da Comissão Intersetorial de Saúde da Mulher, em parceria com a Sesau e o CES/RO.
Alta incidência de violência coloca Rondônia como área sentinela
A enfermeira destacou que Rondônia apresenta índices preocupantes de violência contra a mulher, especialmente violência sexual. Esses dados levaram o Ministério da Saúde a incluir o Estado como área sentinela, com acompanhamento estratégico e ações específicas.
“O Ministério da Saúde nos convidou a reorganizar essa linha de cuidado. Estamos instrumentalizando os trabalhadores para que a rede funcione de forma resolutiva e humanizada. O protocolo nacional estabelece que a pessoa vítima de violência sexual deve ser atendida de forma completa nas primeiras 72 horas, e é isso que estamos preparando a rede para garantir”, ressaltou Patrícia.
Finalidade central do evento
A oficina busca assegurar que:
- Os fluxos de atendimento sejam claros, pactuados e funcionais;
- Os serviços estejam organizados e equipados conforme recomendações técnicas;
- As vítimas recebam atendimento humanizado, ético, legal e dentro do prazo recomendado;
- A rede de enfrentamento esteja integrada e preparada para atuar de forma coordenada;
- Os profissionais tenham acesso às ferramentas, insumos e suporte institucional necessários.
Fonte: Ariquemes News