O Ministério Público de Rondônia (MPRO) formalizou uma representação contra uma adolescente pela prática de atos infracionais análogos a homicídio triplamente qualificado, sendo um consumado e outro tentado. O crime, que chocou a zona rural de Ariquemes, vitimou fatalmente o avô da jovem e deixou a avó gravemente ferida.
Nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, a 1ª Promotoria de Justiça de Ariquemes, responsável pelo caso, protocolou a representação que acusa formalmente a adolescente de ter assassinado o próprio avô e tentado matar a avó. O episódio ocorreu na noite de 24 de fevereiro de 2026, na residência do casal, localizada na área rural do município.
De acordo com as informações apuradas durante a investigação, as vítimas foram surpreendidas em casa por disparos de arma de fogo. O avô foi atingido na nuca e veio a óbito no local. A avó, por sua vez, sobreviveu a um ataque de extrema violência, sendo alvejada primeiramente no rosto e, em seguida, na região do tórax. Após os disparos, a adolescente fugiu da cena do crime.
Atualmente, a jovem encontra-se em internação provisória na Fundação Estadual de Atendimento Socioeducativo (Fease), medida que o MPRO solicitou à Justiça a manutenção, citando a "extrema gravidade dos atos" como justificativa.
Qualificadoras e motivação
A representação do Ministério Público destaca que os atos infracionais foram praticados com três qualificadoras: motivo torpe e fútil, e o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. As investigações preliminares sugerem que a ação foi premeditada e impulsionada por um sentimento de vingança, cujos detalhes ainda estão sendo aprofundados.
"Os atos infracionais análogos aos crimes de homicídio foram praticados por motivo torpe e fútil, além de recurso que dificultou a defesa das vítimas", afirma um trecho da representação oficial do MPRO.
As autoridades continuam a investigar a possível participação de outras pessoas no planejamento ou execução do crime. A comunidade de Ariquemes acompanha o caso com apreensão, aguardando os próximos desdobramentos judiciais.
Por Redação