O senador Confúcio Moura (MDB-RO) destacou, nesta quarta-feira (25), a importância da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE) no plenário do Senado Federal. Em pronunciamento na tribuna, o parlamentar classificou o momento como decisivo para o futuro do país e ressaltou o impacto direto que o plano pode ter em estados como Rondônia.
“O Plano Nacional de Educação não é apenas um documento técnico. Ele é uma espécie de bússola moral e estratégica do país; é ali que o Brasil escreve com clareza que tipo de nação quer ser”, afirmou.
Durante o discurso, o senador alertou para a necessidade de transformar metas em ações concretas. Ele lembrou que o plano anterior apresentou avanços, mas deixou lacunas importantes, muitas delas não cumpridas.
Confúcio Moura também destacou que a educação brasileira ainda enfrenta problemas estruturais, como a falta de vagas em creches, a evasão no ensino médio, a desvalorização dos professores e as desigualdades regionais. Para ele, o novo PNE tem potencial para ser um divisor de águas ao enfrentar essas questões com mais responsabilidade e planejamento. O texto, segundo explicou, chega ao Senado após amplo debate na Câmara dos Deputados, com participação de especialistas, gestores e educadores de todo o país.
Outro ponto ressaltado foi o fortalecimento da alfabetização na idade certa, considerada prioridade no relatório apresentado pela senadora Teresa Leitão. “Não há política educacional consistente sem uma base sólida de aprendizagem”, reforçou.
Olhar voltado para Rondônia
Ao abordar os impactos regionais, o parlamentar deu ênfase especial à realidade de Rondônia, destacando a necessidade de políticas públicas que alcancem populações mais distantes e historicamente negligenciadas.
Ele também citou comunidades indígenas e ribeirinhas como prioridades no processo de inclusão educacional. De acordo com o senador, o novo PNE pode trazer avanços concretos para o estado, como a ampliação da educação infantil, a melhoria da qualidade do ensino fundamental, o fortalecimento do ensino médio com foco técnico e profissional, além da valorização dos professores.
“Sem professor motivado, bem formado e bem remunerado, não há política educacional que se sustente”, afirmou.
Confúcio Moura defendeu ainda que a aprovação do plano seja acompanhada de fiscalização permanente e avaliação contínua, como forma de garantir que as metas saiam do papel e se transformem em resultados efetivos para a educação brasileira.
Por Redação