A Polícia Civil de Rondônia, por meio da 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO2), deflagrou a Operação Escudo de Cinzas – Fase Hevea, voltada ao combate aos crimes ambientais e ao comércio ilegal de armas de fogo na Unidade de Conservação Estadual Serra dos Reis, em São Francisco do Guaporé.A ação é realizada em conjunto com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (SEDAM) e o Ministério Público, com apoio da Delegacia Regional de São Miguel do Guaporé, 1ª Delegacia de Polícia de Ouro Preto do Oeste, Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).
A operação cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados que, segundo as apurações, integram uma organização criminosa envolvida na extração ilegal de madeira nativa e no tráfico de armas de fogo na região.
Até o momento, a operação já resultou na apreensão de mais de 10 armas de fogo e aproximadamente 150 munições, além de outros materiais que serão analisados no decorrer das investigações.

As apurações conduzidas pela DRACO2 apontaram que os investigados atuavam simultaneamente em duas frentes criminosas: o desmatamento e comércio irregular de madeira e a comercialização clandestina de armamentos.
Prisões e medidas cautelares
Durante a operação, dois investigados apontados como líderes das respectivas frentes criminosas foram presos preventivamente e outras três pessoas foram presas em flagrante, até o momento. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em sete endereços nos municípios de São Francisco do Guaporé e Costa Marques.
Outros seis investigados foram submetidos a medidas cautelares diversas da prisão, entre elas a proibição de acesso à unidade de conservação e a suspensão das atividades de extração e comercialização de produtos florestais sem licenciamento ambiental.
A Polícia Civil destacou que a operação reforça a atuação integrada das forças de segurança e dos órgãos de proteção ambiental no enfrentamento de grupos que exploram ilegalmente os recursos naturais e atuam no comércio clandestino de armas.
A instituição reafirmou ainda que a proteção dos ecossistemas amazônicos e o combate ao crime organizado caminham lado a lado na defesa da segurança da população, da preservação ambiental e da ordem pública.
Fonte: Ariquemes News