O governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), confirmou nesta sexta-feira (20) quatro casos de infecção pelo vírus Mpox (anteriormente conhecida como varíola dos macacos) em Porto Velho. Dos seis casos notificados, quatro foram confirmados e dois descartados após investigação laboratorial.
O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha, enfatizou a importância da transparência e da atuação preventiva do Estado. “Estamos atentos e atuando de forma preventiva e com transparência. A orientação é para que a população procure atendimento médico ao apresentar qualquer sintoma suspeito”, declarou.
Detalhes dos casos confirmados
Todos os pacientes com resultado positivo para Mpox são homens, com idades entre 20 e 40 anos, residentes em Porto Velho e sem histórico recente de viagens. Um caso suspeito no Hospital Infantil Cosme e Damião foi descartado para Mpox, sendo diagnosticado como varicela.
Os pacientes confirmados foram atendidos no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), onde receberam avaliação clínica, orientações e permanecem em isolamento, seguindo os protocolos de vigilância em saúde.
A secretária adjunta da Sesau, Mariana Bragança, assegurou que o sistema de saúde estadual está preparado. “Todos os pacientes confirmados estão sendo acompanhados pelas equipes de saúde, receberam orientações adequadas e permanecem em isolamento. O monitoramento segue em andamento, com acompanhamento clínico e epidemiológico contínuo”, destacou.
Cenário nacional da Mpox
No cenário nacional, o Brasil contabiliza 47 casos de Mpox em 2026, com predominância de quadros leves e moderados e sem registro de óbitos. Em comparação, entre janeiro e fevereiro de 2025, o país havia registrado 260 casos da doença. Outras fontes indicam que o número de casos no Brasil em 2026 pode ser de 48 ou até 62, com a maioria concentrada em São Paulo.
O que é a Mpox?
A Mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, o mesmo grupo associado à antiga varíola humana. Embora na maioria dos casos apresente evolução clínica controlada, a infecção requer atenção devido ao potencial de disseminação em situações de contato próximo.
Transmissão
A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto e prolongado entre pessoas, não sendo considerada uma doença de transmissão aérea à distância. Ambientes com aglomeração e proximidade física aumentam o risco de contágio.
Sintomas
Os principais sintomas iniciais incluem:
- Febre
- Mal-estar
- Dor de cabeça
- Dores musculares
Após alguns dias, podem surgir lesões cutâneas características da doença.TratamentoO tratamento é baseado principalmente em medidas de suporte, como controle da dor, hidratação e acompanhamento clínico. A maioria dos casos evolui favoravelmente, especialmente com diagnóstico precoce e isolamento temporário.
Recomendações e prevenção
A população é orientada a procurar atendimento médico em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ao surgirem sintomas suspeitos, seguindo rigorosamente as orientações das equipes de saúde para prevenir a transmissão.
Medidas de prevenção incluem:
- Higienizar as mãos com frequência;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal;
- Evitar contato com pessoas que apresentem lesões suspeitas ou confirmadas.
Por Redação